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***Bendito seja***


Bendito seja aquele que recolhe e recebe com amor em seu convívio do lar um animalzinho abandonado.

Bendito seja aquele que estende sua mão com carinho a quem não pode se defender e nem falar.

Bendito seja aquele que luta e abraça esta causa e que tem a felicidade de receber uma lambida, um olhar feliz ou um miadinho como agradecimento.

Bendito seja aquele que tem bom coração e perdoa aquele que critica nossa luta em prol de quem não tem nada. Enfim, bendito seja aquele que ama de verdade um animal e que sabe que um dia viveremos em harmonia e que nossos amiguinhos não sofrerão mais com a crueldade do "ANIMAL RACIONAL".


(Autora:Regina Borges/RêLua)



*APRESENTO MINHA BICHARADA*





Meus bichos alegram a casa e me guardam como se fossem anjos da guarda. Me ensinam o amor leal, o amor verdadeiro e incondicional que se dá sem pedir nada em troca. Basta um olhar, uma lambida, um miadinho ronronando e pronto: minha felicidade está completa. Sinto-me muito feliz e gratificada por ser a pessoa em quem confiam e depositam todo seu carinho e dedicação.

**MEUS FILHOTES**



NECO é um gato siamês, o mais velho de todos com 10 anos. É muito esperto, brincalhão mais com uma percepção incrível, coisa que é muito peculiar aos gatos. Ele é o meu xodó, por incrível que pareça ele me entende, eu o chamo e ele vem correndo, como se fosse um cãozinho.



NINO é filhote dele, siamês também e tem 6 anos.É grande, esperto, comilão e adora brincar com todos e com suas bolinhas de borracha.



NINA é uma persinha-lata (todos foram adotados pois não compro animais) muito meiga e carinhosa mas muito independente, não gosta muito de colo, é muito esperta e brincalhona.



LISA é minha jaboti, não posso ir para o quintal ou no jardim que ela vem para os meus pés e fica ali, encostadinha esperando sua comidinha.Tem 30 anos. Meus gatinhos e minhas Calopsitas andam em suas costas...rs.



PRINCESA é uma SRD (a famosa vira-latas que agora chamam de Sem Raça Definida)é linda, grande, adora bolo e já roubou um inteirinho de cima da mesa...rs. Tem 9 anos, é esperta e adora meu irmão, que a chama de Pri.



MEG é uma poodle que ganhei.Já tem 8 anos mais aos 3 aninhos ficou cega(catarata)das duas vistas e nem a cirurgia iria adiantar, pois a levei em 3 veterinários, mas ela é muito esperta, conhece a casa toda, ama a minha mãe (acho que mais que eu...rs) e só quer ficar com ela.É muito meiga, dócil e adora dormir com o Neco e brincar de pique com ele, é uma diversão.



Duas Calopsitas TITI e BIBI que vivem soltas e junto com todos os animais em minha casa, se dão muito bem, se respeitam e todos convivem, como eu já disse, em plena harmonia coisa rara entre os humanos.



Agora só faltam meus peixinhos, são 12 ao todo, tenho um aquário bem grande e que gosto de olhar, me transmite paz e tranquilidade.

Conviver com animais torna possível que aprendamos que eles são parte da natureza e, não raro, aprimoram a nossa própria natureza.

Tenho absoluto prazer em estar com eles, sinto-me útil a eles e percebo que, cada vez mais, eles são essenciais a mim e eu não vivo sem eles, é como se fizessem parte de mim, são da família.
Quanto mais aprendo com eles mais me sinto humana e capaz de amar meus semelhantes, eles são uma lição de vida.

Acho que um bichinho é essencial em nossas vidas, em casa é sempre um companheiro, ensina à criança o ato de cuidar, ser responsável, dar carinho sem dizer que nos amam incondicionalmente.

Quando os pais estimulam, desde cedo a criança pode ganhar tarefas que colaboram com os cuidados com os animaizinhos.Meus filhos amam animais, cresceram junto com eles e os ensinei a respeitá-los e amá-los como criação de Deus , os ensinando que foram criados para viverem em harmonia junto com natureza e os homens e que fazem parte de nossas vidas.

Eu amo animais e sempre os amarei e cito aqui a frase do meu amado Chico Xavier que diz:"...Os animais como nós, são espíritos em evolução, exige de todos um novo olhar, carinho,afeto e respeito e que este mundo igualmente lhes pertence como escola de aprendizado e renovação."

(Regina Borges/RêLua)








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O PÁSSARO E A GAIOLA

Mal provara a liberdade. Foram poucos seus vôos. E que vôos!... Lançar-se no espaço, ao encontro do azul do céu... Ganhar assim, na força nata de suas asas, admiração da beleza plástica de seu voar. Aprendera que não havia limites. Que desafiar o espaço fazia parte de si. O Canto? O Cantar era a elegia a tudo isso, o símbolo da essência que continham sua vida e que estava contido no pulsar de seu coração. Seu trinado ressoara musicalmente afinado, naturalmente encantador. Pássaro trinador. Voar e cantar. Simplesmente como o nascer e o se pôr do sol.
Na liberdade de um dia, voando no canto da harmonia que a corrente do vento ensaiava, caíra preso na rede estendida no espaço-sem-limites, onde suas asas não podiam alçar vôo e seu canto transformara-se em lamento. Fora então, recolhido por mãos humanas que, de forma tirana, o colocaram em uma prisão. Reclamara. Chorara. Trinara. Tudo fora em vão.
Sobrevivera naquela prisão, onde não havia como voar, onde não havia como ser o pássaro que conquista espaços. Não havia o azul do céu, não havia a luz do alvorecer ou as mágicas cores do entardecer dos dias. Tudo transformara-se em monotonia. De outros pássaros, ao longe, só o canto ouvia. Então cantava, buscando no cantar o som da companhia.
Menos pássaro agora, pouco importa lá fora. O comer, beber, tudo tem. Cantar, ainda canta. É quando sente-se livre, embora cante a tristeza da liberdade perdida. Não reconhece a saída da prisão. Existira para a liberdade. Tantas vezes a porta da gaiola ficara aberta sem que disso percebesse. Seus vôos livres perderam-se no esquecimento de si mesmo.
A mão do destino na força do tempo conspira para o libertar. Enfraquecida, a corda que prende a gaiola, rompe-se. De encontro ao chão, abre-se toda. O pássaro preto atordoado, confuso, está fora da gaiola. Fica saltitando pelo chão. Não sabe que rumo tomar. Desaprendeu a voar. Esqueceu que é pássaro. Liberdade é só um cantar.
Porém, o gato da casa sabe ainda para que serve um pássaro. Num salto cai sobre o pássaro preto com suas garras afiadas, mas estas escorregam nas penas e o pássaro preto consegue, saltitando, quase num vôo, sair do seu alcance. Um tanto ferido, mas a salvo, no alto. Toda liberdade requer um risco. Agora ele percebe o azul do céu. O espaço. O não existir limites. O ser pássaro. O voar. Novamente o trinador ressoa em si. Bate as asas no impulso do vôo ao azul do céu...
Assim, de novo reencontra o sol a brilhar na liberdade diária, no gorjear alegre das horas, da companhia alvissareira do bando. Suas asas retomam as forças e suas penas novo brilho. Seu canto encanta com seus trinados; arranja logo uma parceira por ele enamorada. Aquele sentimento que passa a uni-los, só faz aumentar os limites da liberdade que ambos sentem viver, aumentando o dom de perceber e a visão do sentir cada dia amanhecer. Embalados na sintonia desse saber, constroem o ninho que abrigará os frutos dessa canção.
Na construção diária da alcova, cada vôo se faz uma aventura nova. Sua amada, se entretém na busca intermitente de fazer o ninho, não percebe o perigo e seu vôo vai de encontro à rede da prisão. Agora, o Pássaro Preto tem para si, todo o espaço e o azul do céu. Mas não tem a liberdade. A sua liberdade está presa com sua companheira. Na mesma gaiola em que ela está.
Ele tem todo espaço para voar. Toda floresta para cantar. Nada disso e capaz de o motivar. Está preso em sua própria liberdade. Lança-se em vôo alto, demorado. Canta, um cantar dolorido, apaixonado; ouve ao longe, um cantar entristecido. Um amar adormecido. Seu vôo se aplaca, se amaina. Sobrevoa a gaiola onde ela está. Um alçapão. Bate forte seu coração. Fecha as asas. Fecha-se o alçapão.
Juntos na prisão da gaiola, unidos na liberdade de viver a eternidade do sentimento que supera o tempo, espaço e dor: a força do amor.

(Texto: Erode Lino Leite)

******************

Nós fomos criados por Deus para viver em liberdade e em harmonia com nossa mãe natureza. O homem nos aprisiona por nosso lindo canto e para o comércio ilegal. Enriquecem as nossas custas e muitos de nós morrem no cativeiro de tristeza e por maustratos. Mal  sabem que quando cantamos não é de felicidade e sim de tristeza e saudade de nossa tão amada liberdade.

Os pássaros nasceram para ser livres e não para morrer em gaiolas!

(Regina Borges/RêLua)



- Postado por: *RêLua e a Bicharada* às 15h07
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